You are currently browsing the monthly archive for agosto 2010.
Hoje pela manhã fiquei pasmo com o tom das campanhas eleitorais dos principais candidatos a presidência da republica. Enquanto Serra gastou seu tempo para lembrar o ouvinte/eleitor que Dilma não é Lula ao mesmo tempo que tenta atrelar seu nome ao de Luís Inácio – Boa! A campanha de Dilma infelizmente é tão ruim tanto, ao menos ganha pontos por não mencionar seu adversário, mas perde pontos por fazer exatamente o que Serra acusa de fazer.
O fato é que ambos programas tem a mesma cara, rádio vagabundo e barato onde ficamos com apresentadores chatos, no caso do PSDB é feito por homens rabugentos enquanto o PT aposta na alegria antipática de seus 4 (ou seriam 3? Talvez 2…) apresentadores que soam igual. O maior problema disso é que acabamos ouvindo pouco dos candidatos e até agora não ouvi nem uma proposta – okay, mentira, o Serra prometeu metro nas capitais para a copa e da Dilma prometeu andar para frente. Ninguém em ponto algum fala sobre como vão fazer isso.
Serra garante que tem a experiência necessária para governar a federação.
Dilma diz que vai continuar o que vem sendo feito e melhorar.
Não podemos questionar a ambição de nossos candidatos, porém no final das contas pouco se ouve na forma de propostas, não sabemos realmente o que os candidatos pretendem fazer. Temos nossos “achismos” e percepções sobre os candidatos – preconceitos – até porque com esse tom de campanha fica difícil de formar conceitos ou opiniões balanceadas sobre os candidatos.
Infelizmente são os preconceitos que definem as eleições, já que nem um político que se arriscar e realmente propor algo com medo afugentar eleitores. Grande democracia. Povo desinformado é povo feliz.
P.S.
O slogan do comediante Tiririca é “pior que ta, não fica”. Ultima vez que ouvi isso foi em 2000 nos Estados Unidos – just sayin’
Ultimamente tenho feito um esforço para zerar os jogos que tenho e alguns emprestados (valeu Gus). Já que não possuo uma fonte de renda fixa não posso ficar comprando jogos adoidado (tadinho de mim né?). Nos próximos dias vou falar deles, hoje:
Assassin’s Creed 1 e 2:
O primeiro jogo da série é exatamente o que você ouviu os outros falarem, é muito bom mecanicamente mas deixa muito a desejar em termos de conteúdo. Escalar pareces e prédios é muito divertido e dá uma noção espacial completamente diferente de outros jogos “tipo GTA” o que permite espaços mais densamente povoados e no geral bem menores já que a personagem é capaz de livremente escalar paredes e sobrepujar outros obstáculos facilmente normalmente sem o medo de ficar preso entre paredes e de outros bugs comuns nesse estilo de jogo. O jogo faz dessa mecânica de locomoção para dar ao jogador perseguições a pé em telhados, objetivos em pontos altos das várias cidades entre outras coisas. Infelizmente parece não haver conteúdo o bastante para manter o jogo então você acaba por repedir os mesmos tipos de missões do começo ao fim o que deixa o jogo monótono e pragmático demais. Felizmente a ultima missão de cada parte da história é sempre divertida terminando com um belo corte na jugular no seu infeliz alvo.
O enredo é uma das poucas coisas que motiva o jogador a prosseguir (o enredo e a sede pelo sangue!) isso apesar de uma personagem principal um tanto antipática, mas o que vale é o que se passa no futuro (presente?) já que a história de Altair tem uma conclusão com uma reviravolta que pode ser vista desde seu primeiro encontro com o “mestre” dos assassinos (Spoiler: ELE TEM CARA DE MAL, E IMAGINE SÓ… É DO MAL!). Infelizmente o jogo termina em suspense deixando o resto do enredo de Desmond (a personagem DU FUTURO) para a continuação.
Felizmente o segundo jogo da série começa exatamente onde o primeiro parou e vai direto ao ponto, quando você mesmo espera está correndo pelo mundo moderno tentando agir como seu avatar do passado sem muito sucesso e então você volta para a máquina magica de mostrar o passado para ver o nascimento de sua próxima personagem. Depois de um tutorial você é jogado em uma trama de intriga politica e traições começando pela morte de seu pai (que obviamente é um assassino). Embora seja melhor do que o enredo do primeiro ainda não é o ponto mais interessante do jogo, até porque o que realmente vale é o que acontece no presente (futuro?) e ao final do jogo você tem um objetivo mais claro, ou não, um alien (no vaticano) ou algo assim fala que o mundo vai acabar e você tem que fazer algo para impedir que isso aconteça (mais uma vez??). A boa notícia é que o jogo concerta tudo que estava errado com o primeiro, e até algumas coisas que você nem sabia que estavam ruins. Tudo desde as missões repetitivas, que sumiram, até o sistema de locomoção a lá parkour está aperfeiçoado o que torna a jornada até o final – de novo, com aliens no vaticano - muito mais divertida. Um dos melhores jogos da geração até agora.
Aqui vão alguns videos que você precisa ver.
O título pode ser enganador, mas é tecnicamente verdadeiro. No Brasil não há medida de sucesso ou fracasso de que a “indústria” de games, o que nos leva a questão: De onde vem a noção de que o mercado de games no Brasil vem crescendo?
Eu entendo que o aumento de representação nacional de várias companhias e de uma forma ou de outra, todos os consoles estão oficialmente no Brasil e que isso ao menos indica uma esperança no mercado. O que eu não entendo é por que não temos relatórios de vendas dessas empresas, ou mesmo de uma empresa agregadora a lá NPD? Tanto a imprensa local quanto as mentes brilhantes dos fóruns parecem se contentar com os dados vindo de fora. Vejo muitas notícias sobre preços de consoles caindo, mas nunca há um “follow-up” sobre o impacto dessas medidas, tudo que temos é um “que bom” e pronto. Não há discussão sobre companhias subsidiando os consoles, sobre importadoras reduzindo margens de lucro, nada!

Como podemos saber o tamanho do rombo que a pirataria faz se não sabemos o tamanho do mercado? Precisamos fazer um esforço para que esses números sejam publicados. Se quisermos ser levados a sério precisamos de argumentos baseados em dados reais sobre o tamanho do nosso mercado, caso contrário podemos ficar eternamente na promessa, sem saber se realmente as medidas tomadas estão fazendo diferença.
Só podemos concluir que os dados existem e não são divulgados e pouco provavelmente não são compartilhados entre as empresas, cada uma apostando ter uma precisão maior que a outra para sair na frente. De qualquer forma fica fácil de enxergar a necessidade de uma associação entre as empresas do setor, a Abragames parece ter abandonado o posto (a ultima atualização do site da organização foi há mais de um ano). Acredito que apenas quando as empresas se juntem para dividirem as experiências de forma aberta, sem isso e sem a divulgação dos resultados das (poucas) melhorias quem vem sendo feitas no mercado nacional não teremos uma consolidação efetiva da indústria de games no Brasil.
