Quem acompanha o mundo dos games sabe que é no final do ano que saem a vasta maioria dos jogos chamados “high profile” ou dizendo de outra maneira os grandes jogos do ano (é claro que nos últimos tempos tivemos algumas exceções como GTA:IV, mas no geral é assim que funciona). A parte boa disso é que temos muitos jogos bons para jogar. A parte ruim é que nem sempre há dinheiro o suficiente para comprar todos esses jogos (especialmente se você, como eu, só compro produtos originais). Na ultima semana consegui jogar as demos de alguns dos jogos que me interessaram e vou falar um pouco deles agora.

Banjo-Kazooie: Nuts and Bolts Enquanto os jogos anteriores da série (seguindo o modelo que se tornou famoso para jogos de plataforma em 3D) se focavam em ganhar habilidades novas para os protagonistas este jogo procura mudar as convenções ao acrescentar veículos totalmente personalizáveis e tirar a parte de colecionar habilidades bizarras dos personagens. Ao fazer isso a Rare mudou drasticamente a maneira como funciona o jogo, quando antes havia apenas uma solução para um desafio de uma fase, agora o jogador pode usar de toda sua criatividade para resolver os problemas propostos pelo jogo.

A demo da uma boa idéia de como funciona a confecção de veículos e como são estruturados os desafios nas fases. É quase como se cada fosse uma versão menor de GTA há uma grande espaço no qual você tem liberdade completa para se locomover com qualquer veículo que você tenha construído ou adquirida ao longo do jogo (além de poder trocar ou montar um novo a qualquer hora durante o jogo). Diverti-me bastante com o modo de criação de veículo e usando-os na pista de testes e nas fases. O fato é, os controles dos veículos podem não ser tão precisos quanto outros jogos, mas essa demo me deixou com uma ótima impressão e o jogo se confirmou na minha lista de compras.

Mirror’s Edge Estou acompanhando esse jogo de perto desde que ele foi anunciado, ele é essencialmente um jogo de aventura/plataforma em primeira pessoa, onde o foco é se mover rapidamente pelas fases. O que mais chama atenção é a direção de arte, jogo possui principalmente cores primárias e secundárias e muito branco. A fase da demo é basicamente branca com detalhes em azul e alguns laranjas (fora o vermelho que indica um possível caminho a ser percorrido). A sensação é de um mundo super limpo, como se todo na cidade fosse um produto da Apple (uma iCity, se permitem) e isso nos tempos de jogos com visual sujo e destruído (cinza) é realmente refrescante.

A demo contém duas fases, uma de treinamento (tutorial) e parte da primeira fase. Nelas já da para perceber como é estruturado o jogo. O que diferencia o jogo de outros em primeira pessoa são os controles, aqui você não só anda e pula, alias, você raramente anda, no geral você está correndo -muito rápido- o principal do jogo é como você se movimenta,  correr sem perder fluidez, o que no começo parece bastante difícil depois de algum tempo se torna natural,  em alguns minutos você estará pulando e rolando com maestria. De novo, mais um jogo que eu estava esperando para jogar e ver se meu entusiasmo se justificava ou não e mais uma boa impressão com a demo.

Bom, além dessas joguei outras duas demos, do novo jogo do Naruto para o Xbox 360, Naruto: The Broken Bond e Tomb Raider: Underworld. No caso do jogo do Naruto os gráficos são bons, mas deixam a desejar se comparados com o jogo de PS3, Naruto: Ultimate Ninja Storm, mas a jogabilidade parece ser divertida, especialmente por se tratar de um jogo mais focado em aventura do que luta, o que me agrada mais, afinal jogos de luta de anime são no geral meio chatos. Esse jogo provavelmente comprarei no ano que vem. Tomb Raider: Underworld é uma continuação direta de Legends que tinha uma história surpreendentemente boa e uma jogabilidade muito divertido, joguei pouco a demo, mas deu para lembrar o porque que gostei tanto de Legends, mas ainda não sei se pegarei esse jogo, afinal também temos o novo Prince of Persia.

Fato é que esse é uma época cara, são muitos os jogos e pouco o dinheiro, além dos jogo acima também quero comprar Fable 2, Burnout Paradise (que ainda não tenho), Ninja Gaiden 2 (porque eu gosto muito da série) e Gears of War 2. Viver no Brasil é difícil, pois os jogo são caros, mas ainda assim eu prefiro comprar original, porque assim dou ao jogo um valor maior e não vou comprar nada que realmente não queira.