Ultimamente tenho feito um esforço para zerar os jogos que tenho e alguns emprestados (valeu Gus). Já que não possuo uma fonte de renda fixa não posso ficar comprando jogos adoidado (tadinho de mim né?). Nos próximos dias vou falar deles, hoje:

Assassin’s Creed 1 e 2:

Assassins-creed-2-ss-3O primeiro jogo da série é exatamente o que você ouviu os outros falarem, é muito bom mecanicamente mas deixa muito a desejar em termos de conteúdo. Escalar pareces e prédios é muito divertido e dá uma noção espacial completamente diferente de outros jogos “tipo GTA” o que permite espaços mais densamente povoados e no geral bem menores já que a personagem é capaz de livremente escalar paredes e sobrepujar outros obstáculos facilmente normalmente sem o medo de ficar preso entre paredes e de outros bugs comuns nesse estilo de jogo. O jogo faz dessa mecânica de locomoção para dar ao jogador perseguições a pé em telhados, objetivos em pontos altos das várias cidades entre outras coisas. Infelizmente parece não haver conteúdo o bastante para manter o jogo então você acaba por repedir os mesmos tipos de missões do começo ao fim o que deixa o jogo monótono e pragmático demais. Felizmente a ultima missão de cada parte da história é sempre divertida terminando com um belo corte na jugular no seu infeliz alvo.

Pular no pescoço de alguem com uma lamina escondida é sempre divertido

O enredo é uma das poucas coisas que motiva o jogador a prosseguir (o enredo e a sede pelo sangue!) isso apesar de uma personagem principal um tanto antipática, mas o que vale é o que se passa no futuro (presente?) já que a história de Altair tem uma conclusão com uma reviravolta que pode ser vista desde seu primeiro encontro com o “mestre” dos assassinos (Spoiler: ELE TEM CARA DE MAL, E IMAGINE SÓ… É DO MAL!). Infelizmente o jogo termina em suspense deixando o resto do enredo de Desmond (a personagem DU FUTURO) para a continuação.

Laminas escondidas e pescoços, Felizmente o segundo jogo da série começa exatamente onde o primeiro parou e vai direto ao ponto, quando você mesmo espera está correndo pelo mundo moderno tentando agir como seu avatar do passado sem muito sucesso e então você volta para a máquina magica de mostrar o passado para ver o nascimento de sua próxima personagem. Depois de um tutorial você é jogado em uma trama de intriga politica e traições começando pela morte de seu pai (que obviamente é um assassino). Embora seja melhor do que o enredo do primeiro ainda não é o ponto mais interessante do jogo, até porque o que realmente vale é o que acontece no presente (futuro?) e ao final do jogo você tem um objetivo mais claro, ou não, um alien (no vaticano) ou algo assim fala que o mundo vai acabar e você tem que fazer algo para impedir que isso aconteça (mais uma vez??). A boa notícia é que o jogo concerta tudo que estava errado com o primeiro, e até algumas coisas que você nem sabia que estavam ruins. Tudo desde as missões repetitivas, que sumiram, até o sistema de locomoção a lá parkour está aperfeiçoado o que torna a jornada até o final – de novo, com aliens no vaticano -  muito mais divertida. Um dos melhores jogos da geração até agora.